Birigui - Na microrregião de Birigüi, composta por 11 municípios, apenas em Buritama houve registro de boca-de-urna. Foram três casos. Eleitores prestaram esclarecimentos ao delegado de polícia Cristiano de Oliveira Melo porque estavam com adesivos de candidatos.
O pedreiro José Donizete da Silva, 53 anos, o músico Aires Muniz de Freitas, 30, e o armador Flávio Aparecido Dias, 40, foram flagrados com o material de campanha pelo promotor eleitoral Leonardo Bellini de Castro.
O primeiro caso ocorreu por volta das 9h30, em frente à EE (Escola Estadual) Álvaro Alvin. Os outros dois foram registrados minutos depois na EM (Escola Municipal) Nossa Senhora do Livramento.
Eles assinaram um termo circunstanciado e foram liberados. Os três vão responder por crime eleitoral, cuja pena prevista varia de 6 meses a 1 ano de detenção.
MICROÔNIBUS
Em Birigüi, membros da coligação "Por uma Birigüi Mais Humana", que tinha Roque Barbiere (PTB) como candidato a prefeito, questionaram o uso de microônibus da administração municipal para transportar moradores da zona rural até os 25 colégios eleitorais da cidade.
Correligionários tentaram impedir, inclusive, a saída de veículo próximo à Escola Estadual Stélio Machado Loureiro, por volta das 11h. A Polícia Militar precisou intervir. Houve discussão entre representantes de partidos concorrentes. Conforme a coligação, o uso de microônibus da Prefeitura favoreceria o candidato à reeleição Wilson Carlos Rodrigues Borini (PMDB).
A chefe do Cartório Eleitoral de Birigüi, Sueli Kavamura, esclareceu que o ônibus foi requisitado pela Justiça Eleitoral para transporte de eleitores e teve autorização da juíza Cássia de Abreu Gonçalves. "Os partidos tiveram prazo, conforme calendário eleitoral, para fazer reclamação sobre o caso. Não há irregularidades", afirmou.
O tenente Emerson Luciano de Almeida Drague disse que os correligionários da coligação "Por uma Birigüi Mais Humana" exigiram, inclusive, o registro de boletim de ocorrência sobre o caso. "Como vamos registrar uma ocorrência contra uma ordem judicial? Não há cabimento nisso", disse. Correligionários afirmaram que vão recorrer à Justiça em instâncias superiores sobre o caso.