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PolíticaELEIÇÕES 2008Kassab e Marta disputam 2º turno em São Paulo
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Agência Brasil - 05/10/2008
Marta Suplicy (PT) e Gilberto Kassab (DEM) após a divulgação do resultado da eleição em São Paulo |
São Paulo - Com 99,68% das urnas apuradas, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), candidato à reeleição, e Marta Suplicy (PT) vão disputar o segundo turno das eleições na capital paulista. Kassab tem 33,61% dos votos válidos, enquanto Marta aparece com 32,79%. O tucano Geraldo Alckmin (PSDB) aparece em terceiro lugar, com 22,47%.
O prefeito e Marta já sinalizaram a estratégia de campanha que adotarão no segundo turno da eleição municipal. O democrata buscará alianças com os candidatos derrotados no primeiro turno, e a petista tentará comparar sua gestão com a de Kassab.
O candidato do DEM disse que buscará o apoio do adversário Geraldo Alckmin, com quem rivalizou em toda primeira parte da campanha. "Pela manifestação dos eleitores, eu não poderia deixar de registrar a importante participação nessa avaliação de governo da figura do governador José Serra. Com muito respeito ao PSDB e ao candidato Geraldo Alckmin. Até porque o o governador e seu candidato tinham um candidato e eu compreendi", disse Kassab.
Marta, por sua vez, optou por ataques e demonstrou que vai partir para cima de Kassab. Ela associou o democrata ao ex-prefeito Celso Pitta (PTB). Ela lembrou que Kassab foi secretário de Planejamento de Pitta, responsável pela criação das escolas de lata de São Paulo.
Isolado no PSDB paulistano após nova derrota nas urnas, Geraldo Alckmin, para se manter como uma opção eleitoral viável da sigla rumo a 2010, terá de cumprir a determinação do partido no que se refere a apoios no segundo turno das eleições em São Paulo.
O próprio ex-governador deve pedir que o Diretório Municipal do PSDB na capital do Estado, o mesmo que referendou sua candidatura contra a vontade da ala ligada a José Serra, delibere oficialmente sobre a união com o prefeito Gilberto Kassab (DEM).
Se ela for aprovada, Alckmin, até para manter a `coerência" em relação ao discurso que vem adotando, deverá declarar apoio ao atual prefeito, que já tem o PSDB na sua gestão.
Sem essa sinalização clara de que está disposto a colaborar com o projeto de Serra concorrer à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Alckmin dificilmente irá recompor seu espaço na sigla.
`O partido deu um exemplo ruim para a política nesta eleição. Agora, tem que tomar uma nova decisão. O PSDB não é uma coisa de passagem", disse o deputado federal Edson Aparecido, coordenador da campanha de Alckmin.